Flor & cia

Florescia era doce. Muitíssimo doce, por mais que seus olhos vazios, que seus vocábulos amargos, que seu silêncio imutável dissessem o contrário. Florescia era insigne por suas asperezas e pela alma oca, ocre, oculta. Artificialmente, sintetizava as palavras e quase não conversava. Tinha poucos, raros amigos, assim como o homem atrás dos óculos e do […]

Sono dos justos

A Lua, cuja bruma superficial Encanta além do seu nevoado Rés-do-chão, pôs-me a sonhar, Inesperadamente, com Seu sugestivo pensamento Perfeitamente agradável à vista. Fui pega de sopetão, nem imaginei Sequer que cairia em seus braços Doces e perfumados de cafuné. Sensível, confortada e leve, Assim eu estava defronte a melhor Espressão de bondosa noite. Acabei […]