Extremo

No momento em que li suas palavras, foi como sentir o gás cianeto adentrando os meus pulmões. A cidade em mim virou fantasma e dizimou cada transeunte que estava sobrevivente. A morte lenta, todavia, não matou aquelas palavras.

Nosso hobbie tornou-se o agendamento de compromissos. E também desmarcá-los sempre que fosse possível. Tudo tão constante quanto a necessidade de ir além da nossa curta meta de prazeres artificiais.

Despertamos felizes e deitamos tristes. Às oito lembramos do presente fechado, opaco, sem nexo. Éramos como dois bancos no espaço vazio de quem é sempre ausente. 

Cortei os laços, cortei o nós. Transbordei um mar vermelho só de mim.

Ainda assim, sem que ninguém perceba, neste mesmo instante procuro outro você, outro nós, agora n’outra vida. 

– Como ouvinte, comovente.

(Ouvindo “French for Rabbits – Claimed By The Sea”)

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