Noite de alva Lua branca

Por ser a viagem tão longa, acredito que isso possa ser o desânimo de muito mal grado para tantos. Porém, estar ao seu lado compensa tudo, por fim.
Chegar às montanhas é ter uma lareira, mas não ter um cobertor. Beijo-lhe no carro, em sua saída, ao abrir a porta, ao deixar a chave cair, ao quase tropeçar, ao se deitar, ao sentir-me sendo você em um corpo só.
Nós aquecemos o frio, esquecemo-lo e fazemos inveja em qualquer partícula hesitada de neve. Apaixono-me eu e você sorrri, com a feição de quem está no controle e rege sem piedade. Mas eu faço charme e conquisto aos susurros poéticos, aos beijos doces, ao toque, aos poucos, o seu amor.

(Ouvindo “Carla Bruni – Tout le monde”)

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2 comentários sobre “Noite de alva Lua branca

  1. Lindo!! Fez com que me lembrasse de quando vou para Domingos Martins, para a casa da minha Tia. A família toda unida, acredito que o frio une as pessoas. Parabéns!

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