Amor #5

Eu disse que estava sem sono. Não queria dormir, tampouco contar as horas de sono até que o Sol aparecesse e me desse dois tapas na face. Eu lhe acordei. Mexi os cabelos, de leve. Um beijo no rosto. Vi seus olhos despertarem, metade sono, metade curiosidade, então um sorriso. “Oi, amor, tô sem sono”. Fomos nos apoiando, como num corpo só, até o primeiro passo. Liguei o toca discos, procurei por Chet Baker. “I fall in love too easily”. “Música, já?”. “Então que horas?”. “Depois do meu beijo.”. “Faz café?”. “E são que horas?”. “Por que se preocupar tanto com o tempo, com as horas?”. Fiquei deitada no sofá olhando as sombras. Sombras de um amor que agora estava perto. Não era mais necessário crises de devaneios embriagados. Um bom jazz, um bom amor. “Aqui. E vem encostar no meu colo, a noite é muito longa.”. “Obrigada por ficar comigo.”. “Vou estar sempre”.

(Chet Baker – I fall in love too easily)

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