Cruz de cores

Por receio de afeto,
Cruz atravessava oceanos a todo instante.
Pelas náuseas cegas da vida,
A rotina tornava-se sempre oscilante.

Cruz disse-me conhecer o mar,
As estrelas e os montes do Oriente.
E disse-me mais sobre a vida:
Que ela se vive, e não se sente.

Em uma tarde de Janeiro,
Cruz perdeu-se em terra.
Como pode um ser tão sábio
Errar um caminho que nunca erra?

Procuraram Cruz por toda parte,
Porém toda a busca foi-se em vão.
Dias depois depararam-se com Cruz
Atado em terra por um coração.

Cruz agora não viaja tanto.
Se for, vai cantando e não vai só.
Marinheiro, por favor, lace vagamente
A melhor forma – formosa – em nó.

A história de Cruz, toda vez que é narrada,
Acalma qualquer coração de muitas dores.
Pois uma história triste e sem encanto,
Traz sempre um amor.
E muitas cores.

(Ouvindo “Fleetwood Mac – When I see you again”)

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