Talvez

Esta noite talvez fosse uma mescla de bons sentimentos não houvesse tantos longes. Longe de perto, longe de longe e toda vertente qualquer, sem graça e opaca. É bem provável que esta noite se repita por uma extensão indefinível, pois noite de solidão e de pré-madrugada fria é mais longa que um mero dia feliz. É mais longa que a desmedida distância.

Talvez o alento de meu peito fosse, levemente, apagado, tendo eu dias e noites de um estar-ao-seu-lado constante. Tocando o intocável, enxergando o nunca antes visto, sentindo o jamais sentido. Com direito, inclusive, ao sentido do amor. E nada mais. Pois de resto, pouco me custa.

Talvez eu fosse, neste instante, o seu sorriso onde quer que o ponteiro do relógio apontasse. Até mesmo com você sem sono, com você me olhando à noite no sofá ou com você de olhos levemente fechados, eu lhe seria um sorriso. Tentando sempre ser o melhor e só seu. Carinhos cor de azul, beijos doce-inesperados, abraços melodia, sonhos…

Talvez essa noite fosse quimera, porém meu desejo é que seja uma fantasia bem viva e de alegre chegada para meu verso de solidão, quase todo sempre, nada fugaz.

(Ouvindo “Nando Reis – Espatódea”)

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