Serenata para um grande pássaro

Eu não sei ao certo o canto,
Nem a escala, nem ao menos o tom
Da melhor e mais bonita serenata para
O grande pássaro de precioso dom.

Mas sei que por névoas tristes, de tempos sozinhos,
Passou o grande pássaro com voo cantante.
E o que era falto de afeto, de alegria,
Virou-se rio de sonho em um instante.

O pássaro mostrou-me o dono da cura
Iluminando o caminho penoso – todo de pó,
Pra curar a dor, pra curar a falta, apenas
Um olhar simplório de simples, meramente só.

Vem, grande pássaro, vem em meu peito passarinhar.
Traga os doces olhos esculpidos em mim.
Peço e canto, até quase imploro…
-Há flores em meu jardim.

(Ouvindo “João Gilberto – O barquinho”)

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