Fases de encanto

Eu há tempos andava só. Vagava por certos corações sem, sequer, poder parar por mais de três simplórios e contados meses em junto. Posterior e novamente só. Só só.

Confesso que outrora senti fastio no peito quando tropecei em sílabas isoladas de palavras incompletas que meu destinatário fez cair em meio ao chão.

Andei por ruas, parei sozinha por noites. Fechei os olhos para logo abri-los a fim de encontrar algo que me forçasse a deixá-los sempre em aberto. Sempre atentos. Sempre cautelosos. Sempre, sempre.

Foi quando algo veio de leve, me cambaleou por certo encanto. Pena de mim pois isso não cessou meu pranto. Só fez este continuar.

A vida não é feita apenas de encontros. Em dias e dias, em fases inconstantes, pude eu me notar em outra face de mesma prosa confusa-bonita, bonita-confusa, de verdadeiros deveres de encantos. De tanto “deve” que gosto eu tanto.

Por certos instantes me senti sem chão. Não sabia ao certo o que é que faço, o que é que sigo. Mas a plena certeza aparece ao meu encontro sempre que ouço a melhor voz vinda de um longe tão perto. Um longe tão dentro de mim. Um longe que acelera meu peito, que faz sonhos em dias inteiros, que faz palavras em prosas corridas, que constrói meu chão, que me acalma, que me faz literalmente me encontrar e viver sem medo, nem que por um instante.

Em verdade digo que não posso dizer até quando. Talvez constante, talvez oscilante. Apenas levo a imagem, a voz e as palavras de alguém que em mim não sai. Porque eu amo.

(Ouvindo “Los Hermanos – Bom dia”)

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