Pré-soneto da perda

Durante a noite o telefone chama.
Mas quem será a esta hora?
A notícia vinda da cama
Traz a lágrima do antes, agora.

Nos olhos daqueles mais perdidos
Não há nada além do penar.
Para o erro que já foi cometido
Somente resta se conformar.

Algumas vezes parece ser a sina
De tanta gente sem preocupação.
Mas agora minha singela rima

Não alenta o choro de nenhum coração.
Mas a temida morte se aproxima
De cada um, sem a calva previsão.

(Ouvindo “Nana Caymmi – Resposta ao vento”)

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