Boa noite, Amélia

Ontem Amélia dormiu pensativa. Não só pensativa como de natureza, mas, muito além do natural. Por um instante, sentiu uma ânsia em saber sobre o olhar e todos os seus mistérios, porquês, pensamentos… O que se passa dentro dessa lente especta-expectadora? Uma pergunta que não se calava. De uma teoria tinha certeza, o perigo dos olhos era capaz de dissecar o corpo e saber tudo, tudo sobre ele; passando a ser um estereótipo o, antes, indivíduo. Amélia era pensante, não louca. Cansada de esperar, sentou-se à beirada da cama, extraiu a lã do bolso, fez crochet. E dormiu. Sem respostas.

(Ouvindo “Gonzaguinha – Mamão com mel”)

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