Mar de mim

Alguns momentos mergulho
Pensamento meu adentro.
Não vejo mais o plano
Real e concreto,
Simplesmente meu alento.

Enquanto afundo no profundo
Vejo que não sei nadar.
Subitamente minhas ações pesam
E começo delas a me livrar.

Jogo fora
As palavras
As mentiras
A solidão
A verdade
E a
Dúbia razão.

Penso muitas vezes
Em não voltar.
E prosseguir no
Afundar
Afundar
Afundar
Afundar.

Quando retorno
Lá vem a velha cantoria.
Joguem olhares
Na menina alegria!
E canto na escala de dó:
“Eu sou pobre
De marré de só”

(Ouvindo “Cocteau Twins – Pandora”)

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3 comentários sobre “Mar de mim

  1. Afundar na própria razão vale a pena quando você percebe que, quanto mais fundo, mais fácil se torna respirar, entretanto, a superfície em si, torna-se proporcionalmente sufocante.Não gosto de poesia, mas adorei a metáfora.

  2. Seus textos são ótimos, parabéns! =)Pude perceber nesse e em seus outros textos que são profundos e que nos fazem refletir, continue escrevendo assim. Tudo de bom para você!

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